quarta-feira, 11 de julho de 2012
Policarpo já tinha sido flagrado pela PF na Operação Vegas
TweetO Conversa Afiada hoje traz uma novidade: não é só na Operação Monte Carlo, que prendeu o multimafioso Carlinhos Cachoeira no começo do ano, que aparece o nome do jornalista Policarpo Júnior, um dos chefes da sucursal de Brasília da Revista Veja.
Já nos arquivos da Operação Vegas, devidamente "esquecida" pelo nosso Procurador Geral Roberto Gurgel, se via que Policarpo Júnior estava metido até o pescoço com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Como diz o próprio Demóstenes nas gravações, "ele é de confiança, nunca furou com a gente".
Além de Policarpo, outro repórter também é citado nas ligações: Diego Escotesguy, ex-repórter da Veja que acaba de se tornar chefe da Revista Época em Brasília. Detalhe: ele substitui o ex-chefe Eumano Silva, que também aparece nas gravações da Polícia Federal e foi afastado de suas funções pela revista, antes que "a merda virasse boné".
De onde se conclui que duas das revistas de maior tiragem do país (Veja e Época - esta última, das Organizações Globo) e alguns dos nomes mais importantes da oposição, com o intuito de atingir seus objetivos políticos, serviam diretamente aos interesses de um mafioso que pautava a ação desses serventes de acordo com as suas conveniências.
Regulamentação da comunicação social, pra quê?
P.S.: Muito disso poderia ter sido descoberto ainda em 2009, um ano antes das eleições que levaram ao poder Demóstenes, Perillo, entre outros. Mas o dr. Roberto Gurgel resolveu sentar em cima dos relatórios com todas essas informações. Isso serviu aos interesses de quem? (Pergunta retórica).
terça-feira, 27 de março de 2012
A cultura da balada
Tweetsexta-feira, 13 de janeiro de 2012
A martirização de FBC: uma reflexão sobre o papel da mídia
Tweetsegunda-feira, 4 de julho de 2011
Quando um babaca consegue um palanque
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Um sujeito ignorante que vive proferindo pérolas de intolerância e preconceito aos seus próximos é apenas isso: um ignorante, porém irrelevante para a vida social e política de um país. No entanto, quando este mesmo sujeito recebe todo o suporte e a estrutura de uma mídia poderosa que apoia – mesmo que veladamente – o que ele diz, surge um problema de enormes proporções para as instituições democráticas de um país que, lamentavelmente, ainda se vê representado por políticos como o deputado paulista Jair Bolsonaro, do PP-RJ.
A história deste defensor cego da ditadura começou há bem mais tempo do que parece. Exercendo seu sexto mandato de deputado (desde as eleições de 1990 ele está na Câmara), Bolsonaro sempre foi conhecido por seu discurso nacionalista e ultraconservador. No entanto, só recentemente ele foi “descoberto” pela grande mídia, em virtude de suas declarações aterradoras no programa CQC, da Band. Em pleno horário nobre, o deputado destilou todo o seu veneno racista e homofóbico, além de ter afirmado e reafirmado ser defensor do governo militar que tornou o Brasil um dos países mais desiguais e antidemocráticos do planeta. Por conta desta participação “marcante” no programa, o deputado posteriormente foi réu no Conselho de Ética da Câmara, acusado de quebra de decoro parlamentar. Entretanto, saiu ileso do processo.
Depois das infelizes declarações na TV, Bolsonaro assumiu de vez o posto de ícone da extrema direita no país. E encontrou na grande mídia um solo fértil para disseminar suas ideias e argumentos em favor de causas como o regime militar, a não aprovação da PLC 122 – que assegurará proteções e garantias à população LGBT, que sofre diariamente perseguições e assassinatos brutais –, o controle de imigrantes no país, a tortura e a pena de morte, entre outras causas, digamos, ingratas. Seguindo à risca a máxima do “falem mal, mas falem de mim”, o deputado conquistou um grande espaço na mídia, que inicialmente parecia estarrecida com as ideias do deputado, mas que hoje parece ter encontrado nele uma um feroz defensor “da moral, da família e de Deus” (sic).
Não é de se espantar que tal aproximação tenha ocorrido. Nossa imprensa ainda é a mesma que compactuou e colaborou com o golpe militar e que chama o período de "ditabranda" (expressão cunhada pelo notável democrata Augusto Pinochet, ao defender seu governo democrático). É a mesma responsável por episódios como o debate editado entre Collor e Lula, ou até mesmo pelo caso que ficou famoso como "bolinhagate". Logo,não é preciso ser nenhum Gênio para saber que ela será sempre capaz de qualquer tipo de armação ou aliança que tenha como finalidade preservar o nosso status quo. E Deus. E a família.


