
Chávez começa a tirar do papel a reforma agrária venezuelana
*Com informações do Prensa Latina
Caracas, 17 dez
O governo venezuelano ativou hoje no sul do Lago de Maracaibo uma operação com o apoio das Forças Armadas para o resgate de 47 terrenos em poder de latifundiários.
De acordo com o ministro de Agricultura e Terras, Juan Carlos Loyo, servidores públicos e 138 efetivos militares participam na recuperação de cerca de 24 mil hectares localizados nos estados Zulia e Mérida.
"Somos uma só equipe, entre camponeses, técnicos, advogados e Força Armada, que vamos demonstrar à pátria o sentido da operação e o orgulho de se chamar venezuelano e revolucionário", expressou o titular de seu posto de comando.
Loyo precisou que o combate ao latifúndio faz parte dos esforços integrais por reconstruir a subregião ao sul do lago, onde as chuvas das últimas semanas causaram estragos.
Durante uma visita à zona, o presidente Hugo Chávez ordenou o resgate dos fundos (42 em Zulia e cinco em Mérida).
Chávez assegurou que serão expropriados para serem postos a serviço dos verdadeiros trabalhadores, quem são explorados pelos latifundiários.
"Essas terras não são deles, essas terras são nacionais, foram tomados por grileiros, que mataram a muita gente para as roubar", advertiu.
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Nota de O Baculejo: Já consigo até imaginar a manchete da Veja sobre o assunto:
"Às favas com a democracia: Chávez, mais aloprado do que nunca, ignora a propriedade privada na Venezuela e condena o país"
Deixando de lado as risadas que só nossa mídia nos proporciona, Chávez começou a fazer o que todo país sério e que busca igualdade e justiça tem, obrigatoriamente, que fazer: acabar com a concentração dos meios de produção. Não há o que discutir: a distribuição de riquezas passa imprescindivelmente pela reforma agrária e pela limitação da área das propriedades. Só assim é possível, repito, o nascimento de uma sociedade justa. Só nos resta esperar por iniciativa semelhante aqui, no Brasil.

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